AgroSilício, fertilizante e corretivo de solo sustentável da Harsco, entra para o programa RenovaBio e gera Créditos de Descarbonização

AgroSilício, fertilizante e corretivo de solo sustentável da Harsco, entra para o programa RenovaBio e gera Créditos de Descarbonização

O AgroSilício emite 95% a menos de CO2 na atmosfera que seus similares convencionais e agora passa a representar uma nova fonte de renda para os agricultores.

Rio de Janeiro, 10 de outubro de 2025 — O AgroSilício, fertilizante e corretivo de solo sustentável produzido pela Harsco Environmental, acaba de obter autorização da ANP (Agência Nacional de Petróleo) para entrar no programa Renovabio, a Política Nacional de Biocombustíveis do Brasil. O insumo passa a ser inserido na RenovaCalc, a ferramenta de cálculo de intensidade de carbono do RenovaBio, para a produção de cana-de-açúcar. A partir dos dados dessa ferramenta, são gerados os CBIOs (Créditos de Descarbonização), títulos negociáveis na Bolsa de Valores. Assim, o produtor de cana que utilizar o AgroSilício, além de aplicar um insumo que gera 95% menos carbono que os similares tradicionais, passa a contar com a geração de CBios, que representam uma fonte de renda. Nos próximos meses, a expectativa é que o produto possa ser inserido na Renovacalc também para a produção de milho e soja.

Cada CBIO equivale a uma tonelada de carbono que deixou de ser emitida. Empresas e investidores podem comprar CBIOs para compensar suas emissões de carbono. “O produtor agora passa a contar com esse novo benefício do AgroSilício”, comenta Wender Alves, presidente da Harsco Environmental para a América Latina. “Em muitas usinas de cana, as negociações de CBIOs já representam uma receita importante e o AgroSilício passa a oferecer, além de sua eficiência e da redução de emissões de gases de efeito estufa, a geração de Créditos de Descarbonização”, afirma Alves. “Estamos orgulhosos com a entrada no RenovaBio, que faz parte do papel do AgroSilício de impulsionar o desenvolvimento sustentável no campo. Acreditamos que inovação e sustentabilidade são pilares essenciais para o futuro do agronegócio brasileiro”, comenta o CEO.

Para utilizar a Renovacalc, o produtor entra com todos os dados de insumos que usa em sua produção para o cálculo de emissões de CO2 e a apresentação de quanto deixa de emitir. Na RenovaCalc, o AgroSilício será identificado por seu nome técnico, Silicato de Cálcio e Magnésio. O produto pode ser usado como fertilizante, por ser fonte de silício, e também atua como condicionador de solo, melhorando o aproveitamento de nutrientes pelas plantas e elevando a qualidade das lavouras.

O AgroSilício, comercializado pela Agronelli Soluções, substitui o calcário na função de corrigir a acidez do solo com um forte benefício ambiental: enquanto as reações do calcário com o solo emitem gases de efeito estufa em volume equivalente a 44% do volume de calcário aplicado (ou seja, para cada tonelada aplicada, são gerados 440 quilos de CO2), o AgroSilício praticamente não emite gases de efeito estufa ao reagir com o solo.

“A aplicação do AgroSilício a lanço reduz o tempo de preparo da terra e aumenta significativamente a produtividade. O produto prepara o solo para o cultivo em aproximadamente um terço do tempo que seria necessário com o uso do calcário. Além disso, o insumo contém cerca de 10% de silício em sua composição, o que garante maior resistência das plantas contra pragas e doenças, reduzindo gastos e aumentando a renda de maneira sustentável”, destaca Renato Costa, diretor Comercial e de Operações da Agronelli Soluções.

Economia circular e doação para a agricultura familiar

O AgroSilício é produzido pela Harsco em sua unidade de Timóteo (MG), a partir do beneficiamento de subprodutos da fabricação do aço, em um processo de economia circular que transforma resíduos em matéria-prima eficiente e sustentável para o agronegócio.

Hoje, a produção gira em torno de 350 mil toneladas por ano, e as vendas, realizadas pela Agronelli, são pulverizadas em todo o Brasil.

A Harsco Environmental mantém uma parceria com o Governo de Minas Gerais para a doação anual de 10 mil toneladas de AgroSilício a agricultores familiares do estado. O programa teve início em 2024. A iniciativa visa fortalecer a produção e a competitividade dos pequenos produtores de Minas e já apresenta resultados significativos. O produto é distribuído aos agricultores pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) de Minas Gerais, com o apoio de prefeituras municipais. O programa conta ainda com o apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), que oferece assistência técnica especializada, desde a análise do solo até a orientação sobre o uso do insumo.

Outras notícias